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10 passos para o minimalismo

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1- Reflita sobre os benefícios de uma vida minimalista. o minimalismo faz parte da consciência plena. Livrar-se de coisas desnecessárias é uma maneira de escapar do materialismo, consumismo e abstração da vida cotidiana. Pense sobre os aspectos positivos desse estilo de vida e não tenha dó de se desfazer de coisas que não usa, mas se preocupe com o destino delas. Procure fazer algo positivo com isso. Transforme o apego em boas ações.

2- Não se comprometa tanto socialmente. Uma vida social muito agitada não tem lugar dentro do minimalismo; a ideia é ter espaço, tranquilidade e focar em aspectos mais importantes da vida. Dê o primeiro passo e abra mão dos relacionamentos tóxicos, prefira as pessoas que se esforçam para contribuir positivamente em sua vida. Você não é obrigado a manter amizades prejudiciais.

3- Reduza sua atividade em redes sociais. Escolha suas preferidas para continuar interagindo e livre-se das menos importantes. Como parte de uma iniciativa minimalista, este passo fará com que você receba menos notificações durante o dia, que podem atrapalhar bastante. Se você não tem certeza se está pronto para isso, desligue as notificações e verifique as atualizações somente em seu tempo livre.

Dê uma atenção para as coisas virtuais que acabou acumulando. Nem todos os filmes que você tem no seu HD você vai ver mais de uma vez. Nem todas as músicas que você baixou na adolescência merecem ocupar tanto espaço. E aquelas fotos com aquela pessoa que você namorou há tanto tempo? Precisa delas?

4- Faça uma lista das coisas que não usa mais e dê fim nelas. Ande pela sua casa anotando tudo que você e sua família nunca usam, mas que podem ter muita gente interessada, não guarde coisas que não sejam mais compatíveis com a pessoa que você é hoje por simples apego ao que elas te remetem, lembranças ficam muito bem onde elas pertencem: na memória. Reflita se usará essas coisas nos próximos três ou seis meses e, se a resposta for negativa, livre-se delas.

5- Limpe seu armário. Vasculhe as gavetas e cabides e tire tudo que não serve mais, itens velhos, desgastados ou que você simplesmente não use. Comece pelas roupas, continue com os sapatos, botas, casacos e acessórios. Separe tudo que pode ser reaproveitado por outras pessoas e doe para uma instituição de caridade. Coisas estragadas, furadas, manchadas, etc. devem ser jogadas no lixo e materiais recicláveis (como resto de materiais de artesanato) podem ser guardados para uso posterior ou doados também.

Procure não ser tão radical a princípio. Além do fato de que tudo o que é muito radical não é muito bacana, o processo de adaptação é gradativo e você não sabe como vai reagir a tudo isso. Lembre-se que lidar com apego é lidar com emoções. Faça essa “limpeza” sozinho. Por mais que as pessoas queiram ajudar, a gente acaba sendo influenciado por sentimentos que não são nossos e acabamos nos distraindo.

6 – Dê fim na mobília desnecessária. Remover móveis que não têm importância ou utilidade para a sua casa é uma ótima medida para embarcar no minimalismo. Será que você não tem uma mesa de cabeceira que só serve para juntar roupas sujas e papelada? Do mesmo modo, uma cristaleira e seus badulaques não têm propósito na vida de um minimalista; tudo que elas fazem é ocupar espaço e chamar a atenção por cinco minutos. Tem certeza de que vale a pena ter um móvel e peças a mais para limpar por esse “benefício“? Venda ou doe esses móveis e ganhe espaço para você!

Tenha metas não-materiais para destinar seu dinheiro. Viagens, experiências diferentes, lugares para conhecer. Faça lista das coisas que você sempre quis fazer e não fez até hoje. Troque coisas por sensações.

7 – Pense em viver em uma casa menor. Na mesma linha de raciocínio, é uma boa ideia encontrar um lugar menor para morar. Nossa cultura nos ensina a cobiçar casas suntuosas e gigantescas, mas uma casa ou apartamento pequeno pode oferecer vantagens incríveis, como:

  • Contas mais baratas e menos incerteza financeira.
  • Menos trabalho para cuidar da casa.
  • Maior facilidade para vendê-la, se você quiser.
  • Menos espaço para desperdiçar com coisas inúteis.

Leve o minimalismo para fora da sua casa. Além de muito prazeroso morar em um ambiente clean, tranquilo e menos poluído, usar disso no seu ambiente de trabalho pode aumentar sua disposição e criatividade e evita distrações.

8 -Leia muito! Pesquise sobre o tema. Para quem precisa organizar a casa e a vida, é ótimo começar pelo livro “A Mágica da Arrumação”, da Marie Kondo, que é uma leitura super leve e boa para quem acaba de se interessar pelo assunto (mas pense em alternativas como pegar emprestado de alguém ou baixar, isso já é uma forma de reduzir o consumo!).

Pesquise de onde vêm as coisas que você compra. Sejam alimentos,  roupas ou cosméticos. Dê prioridade para comprar de pessoas que produzem, assim você pode evitar estar compactuando com trabalho escravo, testes em animais e, de quebra, empoderar mais pessoas e menos corporações.

9- Considere abandonar o carro. Não é necessário viver sem um para ser um minimalista, mas isso certamente contribui para esse estilo de vida. Carros custam muito (pense em pagar gasolina, IPVA, seguro, estacionamento, reparos e manutenção, etc.), demandam energia para resolver diversos tipos de problema, requerem CNH (mais dinheiro e tempo), dependem de vagas para estacionar, são visados por ladrões, etc. É claro que um carro é necessário em diversas situações, como famílias com crianças ou que vivem em lugares sem acesso ao transporte público e afins, mas ainda assim é possível optar por usá-lo apenas quando necessário. No resto do tempo, é preferível contar com o transporte público, uma bicicleta, táxi, Uber e, por que não dizer, suas pernas.

Não acumule problemas e funções. É sempre bom definir as coisas que somos capazes de fazer sem tornar nosso dia-a-dia maçante ou viver com a sensação de estar sobrecarregado. É okay não conseguir cumprir todas as muitas funções que a gente acaba se comprometendo. Use disso para se organizar melhor no futuro e tornar a vida mais leve.

10 – E por último: Não tente convencer todas as pessoas que o seu estilo de vida é o ideal. A gente sempre vai ter aquela tia-avó acumuladora que acha que isso é maluquice, mas procure entender que ela é de uma outra época, onde as coisas eram mais difíceis de serem conquistadas e isso gera, sim, um apego. Cada um vive da maneira que sente melhor.

Tire um tempo sempre que possível para reavaliar a importância das coisas na sua vida. Seja com a mão na massa ou seja refletindo. Reflexão é o melhor caminho para o equilíbrio mente + corpo + alma.

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Não é moda, é estilo de vida! Minimalismo

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Uma alternativa a esse mundo corrido e louco, é assim que enxergo o minimalismo. Na verdade para pessoas que querem entender mais e se viver profundamente essa ‘Filosofia’, o estilo de vida pode inclusive te trazer mais tranquilidade, felicidade e desapego. Arrisco a dizer que pessoas minimalistas são mais saudáveis.

Introdução ao Minimalismo 

Você já parou para pensar o quanto gastamos de energia ao longo dos anos apenas nos propondo em acumular o que não precisa? Mais Roupas, mais coisas que não usamos, mais itens de decoração, mais sentimentos, mais emoções. É natural querermos sempre mais, mas um movimento um muito legal é nós começarmos a analisar: Mais… mas mais do que?

O fato é que nossa felicidade não esta nas coisas materiais. Eles são bens de consumo que podem oferecer mais conforto ou uma satisfação temporário e é isso que acaba nos fazendo acumular cada vez mais coisas, e continuar procurando algo que nos faça feliz.

minimalismo como estilo de vida nada mais é do que o princípio de reduzir ao mínimo o uso de elementos ou recursos no nosso cotidiano. É reduzir o consumo excessivo.

Você escolhe estar livre das pressões do consumismo compulsivo e do materialismo desenfreado da sociedade moderna. O primeiro passo para se adaptar o estilo é ter consciência quando você compra. Muitas pessoas começam apenas descartando coisas que elas não precisam mais, entretanto se elas não deixam de adquirir elas não diminuem o ciclo. Certo?

Existem várias coisas que você pode adaptar, e não precisa ser todas ou só uma, você pode achar por exemplo que poderia viver com menos móveis, talvez chegue à conclusão de que uma casa menor  é a melhor opção ou de que você não precisa mais de carro.  Ser minimalista não tem regras. Você decide como encarar.

Se adaptando ao minimalismo

Nós vamos adaptando e modificando várias áreas da nossa vida, e é assim quando nós decidimos adotar uma filosofia que tem a ver com o que acreditamos, é assim quando nós decidimos editar um texto para sintetizar uma ideia de forma mais precisa. Não tem com dormir consumista e acordar minimalista (rs) você precisa entender e escolher o que é essencial e o que não é. E aplicar isso as áreas da sua vida.

O processo é gradativo (e não tem fim), entretanto quando você escolhe viver isso começa a perceber benefícios e se sentir de outra forma. E é isso que te motiva a continuar neste processo, e que com o tempo exige cada vez menos esforço.
No final das contas o que quero dizer é que quando você escolhe melhor como consumir roupas, comidas e até o tipo de pessoas a manter na sua vida e no círculo social tudo se torna mais simples e mais fácil.

Isso significa deixar de consumir?

Claro que não. Mas você passa a minimizar as coisas e maximizar as experiências. Investir seu dinheiro em coisas que tragam experiência de vida e satisfação pessoal e menos em produtos. Ter menos, para viver mais.

É possível e muitas pessoas já fazem isso. Compram uma roupa e curtem ela muito tempo, e isso faz valorizar muito mais do que se tivesse 50 modelos diferentes. Não é julgamento as pessoas que tem poder aquisitivo e que se sentem feliz assim. Mas é uma alternativa de estilo de vida!

Já pensou em ser minimalista? Gosta desta ideia? Compartilha com a gente.

Um pouco mais sobre Slow Fashion

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Quando estamos falando de uma forma de consumir moda NOVA, acreditamos que é importante esgotar o assunto. Já conversamos com várias pessoas que não sabem por onde começar um guarda-roupa Slow Fashion, como ter uma vida mais minimalista que se adeque a este estilo, que peças e marcas seguem o conceito, por isso teremos semanalmente posts falando, explicando e indicando tudo sobre Slow Fashion para vocês.

Hoje vamos responder algumas perguntas:

 

 

1. A moda é imediata, as pessoas querem tudo para ontem, que benefícios eu teria de ser adepta ao movimento slow fashion?

Com o tempo e o fast fashion a moda ficou com cara de descartável, e criou-se uma sensação nas pessoas de que elas precisam consumir itens diariamente para estar na moda, para estarem juntas a outras pessoas. Um dos primeiros benefícios claramente é a liberdade de poder fazer sua moda, de ter itens atemporais, de criar seu próprio estilo e isto ser o que é atual. Quanto mais pessoas forem adeptas de slow fashion mais isto vai fazer sentido e o sentimento de liberdade do “não precisar consumir” vai ser com certeza muito mais cool do que gastar milhares de reais em coisas que não parecem ter um valor real.

1. Quais são os princípios do Slow Fashion?

O slow fashion incentiva uma produção de qualidade, ou seja agregar valor ao produto, dar importância a conexão e toda interação dele com o meio ambiente.  Também tem como princípio que nós reconheçamos os impactos das nossas escolhas, como elas podem afetar o ambiente e as pessoas (também a longo prazo).
Também trata no modo de pensar, agir e consumir  mais quantidade? mais qualidade? ter menos é realmente mais?
E valoriza claro a mão de obra e produção.

 

3. Para as pessoas que não tem como investir valores altos, como fazer parte de slow fashion?

Quando nós olhamos para um produto de marcas reconhecidas, eles vendem muito mais do que apenas o produto, eles vendem a marca, a exclusividade, o serviço, entre outros, a diferença dos produtos slow fashion é que eles incluem valores de produção e salários justos, onde quem produz é a engrenagem, então no final das contas o que difere é o que você esta escolhendo pagar.
Para pessoas que ainda acham os produtos slow caros é importante começar esta mudança com calma, e comprando os produtos um a um você terá qualidade a longo prazo o que fará a transição ser tranquila e valer a pena.

4. O slow fashion existe por causa do trabalho escravo?

Também, eu acredito que este foi um alarmante para dar mais força ao processo de slow, daqui um tempo qualquer  marca que não se enquadrar no processos ecologicamente certo, respeitar aspectos sociais ou também ambientais e não for transparente no processo de produção, estas marcas perderão clientes.

Temos constantes notícias avisando sobre o trabalho escravo e de grandes críticas ao processo de produção do fast fashion. O documentário The True Cost, foi responsável por mostrar a a triste realidade do consumo enlouquecido e da roupa barata. Muitas pessoas ainda não tem opção de parar de comprar em lojas fast fashion isto é realidade, é preciso de uma mudança profunda envolvendo vários níveis.

Se você tem dúvidas e quer discutir com a gente o assunto, pode enviar um e-mail ou escrever aqui nos comentários, quanto mais pessoas quiserem entender desta forma, mais próximos estaremos de inverter o tipo de consumo.

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Vamos falar de Slow Fashion? Como Desacelerar a moda!

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A introdução a este assunto que me enche de alegria, moda é muito mais do que apenas consumir, é isso que descobrimos diariamente por aqui trocando experiência, é forma de expressão e estilo de vida, por isso não poderia deixar de conversar sobre SLOW FASHION, se você ainda não leu nada sobre, fico muito feliz em apresentar para você.

Estamos vivendo em um mundo pra lá de imediatista e consumista, do veja agora, compre agora, do TENHA, não do SEJA. Vídeos de compras no Youtube fazem sucesso e indivíduos acampam em frente às lojas para a maravilhosa Black Friday uma sexta de compras enlouquecidas e sem finalidade. Origens dos itens, impacto no local de trabalho e ambiente, e consumo desnecessário não uma das coisas que tem feito as pessoas pensarem. Mas calma! Existe um movimento que esta preocupado com as consequências do Fast Fashion e vem propondo soluções criativas e inteligentes.

EXPLICANDO O FAST FASHION x SLOW FASHION

Duas correntes na roupas ilustram bem essas situações opostas: Fast Fashion e Slow Fashion. O primeiro não é nada novo e já existe há bastante tempo na indústria de moda. Já a segunda surgiu para refutar este mercado aflito e ansioso por novidades a todo hora.

Fast Fashion: Nasceu com a ideia de Democratização? será?
A indústria da roupas constantemente se baseou na fabricação de duas coleções por ano: primavera/verão e outono/inverno. Entretanto, na casa de 1990 teve início uma agitação que se tratava do acompanhamento e aceleração destas coleções para os consumidores, foi ai que nasceu o que conhecemos como Fast Fashion: Moda Rápida, com mais trocas, mais modelos e claro para que tudo não ficasse encalhado: Preços “baixos”, O tempo de fabricação bem menor, por volta de 3 semanas. O modelo se popularizou e nos anos seguintes lojas como Zara, Forever21, Renner e Riachuelo se espalharam pelo Brasil e pelo mundo.
Periodicidade curta, preços que diminuíram admiravelmente o resultado foi consumo desenfreado em massa e o mercado cresceu assustadoramente.

 

O SLOW FASHION É POSSÍVEL?

O slow fashion veio remar contra a maré e mostrar para as pessoas que é possível utilizar a moda de outra forma. Seria exatamente o que o nome propõe: a desaceleração da produção e a diminuição do consumo da moda.
Essas mudanças de produção e consumo proporcionam um processo de produção humano e justo, que visa respeitar as pessoas que dispõe de mão de obra, e também respeito ao meio ambiente.
As primeiras mudanças e ideias que o Slow Fashion defende é a mudança na hora de consumir, refletindo antes de consumir roupas, avaliar a qualidade, de onde veio, quanto tempo a peça pode durar e se você realmente precisa daquela peça.
Esse movimento de traz para frente faz com que a forma de produzir e contratar mão de obra e matéria prima também mude.

Produtos produzidos desta forma, grande parte das vezes tem uma qualidade superior e duram mais. entretanto o tempo de produção lento gera um produto mais caro, o que pode impedir que parte das pessoas consumam. Ainda assim se tudo for colocado na “ponta do lápis” é possível ter por mais tempo ainda que custe mais.

 

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